segunda-feira, 24 de junho de 2013

SAUDOSA LEMBRANÇA DA MINHA INFÂNCIA !!!

Há.....quantas saudades eu tenho ao ver este fogão de lenha ! Lembro-me da Dona Maria, minha tão saudosa mãezinha, a qual pilotava com maestria no preparo de comidas tão saborosas que somente ela sabia fazer. E nos dias frios de inverno, nós sentávamos envolta do fogão para nos aquecer. Ali tinha sempre preparado um bule de café, de vez enquanto pintava um bolo de fubá, um bolinho de chuva, pipóca, pé de muleque, pachoca, batata assada para saborearmos entre uma conversa e outra. Recordar este tão emocionante pedaço da minha vida, é algo que não tem preço. Eu lembro de como fui um garoto livre e solto a viver com toda intensidade a minha infância, das brincadeiras no terreiro em noites enluaradas, do pega- pega do jogo de futebol, do nadar na represa perto da minha casa etc.... etc. O lindo poema ao lado, tem muito a ver de como foi a minha infância. Saudades que nos faz agradecer a Deus por todas essas bençãos recebidas.

Meus oito anos

Oh! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
A sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
Respira a alma inocência
Como perfume a flor;
O mar é- lago sereno,
O céu-  um manto azulado,
O mundo- um sonho dourado,
A vida-  um hino de amor.

Que aurora, que sol, que vida,
Que noite de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado de estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
A lua beijando o mar
Oh! Dias da minha infância!
Oh! Meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delicias
De minha mãe as caricias
E beijos de minha irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
-Pés descalços, braços nus
-correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira mar;
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo,
E despertava a cantar!

Casimiro de Abreu

3 comentários:

CORAÇÃO QUE PULSA disse...

Amigo...hoje não existe mais INFÂNCIA. A ERA COMPUTAR tomou as crianças, os adolescentes, os jovens, e os fizeram PRISIONEIROS.
Quanto ao fogão de lenha...sinto saudades também...comida boa demais...sabor diferente.
Eram as coisas SIMPLES...que nos faziam correr ao VENTO...conquistar AMIZADES...nos faziam SONHAR.
TEMPO BOM.

Um abraço.

Eneas Lara disse...

Bom dia minha amada amiga! acho que sou saudosista, mas de coisas boas da vida que vivi. Você tem toda a razão quanto aos dias que estamos vivendo, hoje as crianças são prisioneiras da tecnologia, mesmo porque não dá mais para brincar nas ruas como fazíamos antigamente. Hoje as ruas são perigosas tem muito bandido, traficantes, assaltantes, sequestradores {.....} e elas não sabem o que é ter infância. Um abração, e bom dia pra você, fica com Deus!!!!!!!

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