Marcos
14. 27-31)
Quando olhamos para o colegiado apostólico de Jesus, o
vemos que era de um resumido número de doze homens. Homens estes, que conviviam
com Jesus (24 horas por dia) e que compartilhavam com Ele o aconchego da sua
presença. E muito mais que isso, recebiam a provisão das suas necessidades físicas
que provinha algumas vezes Milagrosamente. Tinham o privilégio de ouvir os seus
preciosos ensinamentos, e além de tudo, viver com Ele as experiências do
sobrenatural do seu poder.
Eles
presenciaram as maravilhas e o sobrenatural de muitas curas, de leprosos,
paralíticos, coxos, aleijados, cegos viram o milagre da multiplicação dos pães
e dos peixes, viram o milagre de Jesus andando por sobre as águas do mar da
galileia, viram também Jesus falando com
a tempestade e esta obedecendo-o, viram também uma mulher com fluxo de sangue,
doença essa incurável sendo curada somente ao tocar em suas vestes, e para
resumir três deles tiveram o privilégio de estar no monte da transfiguração, na
presença do próprio Deus e, ouviram a sua voz.
Então, eis ai uma intrigante
indagação!
Como pode
depois de viverem todas essas gloriosas e sobrenaturais experiências, existir no meio deles dois homens de
comportamento reprovável, extremamente revoltante, o de serem (Traidores). O primeiro chamado Judas por cobiçar o
reluzir e o tilintar de trinta moedas de prata, e sendo usado pelo diabo traiu
o seu mestre com um falso beijo. Depois sentindo grande Remorso foi dar cabo da
sua vida se enforcando numa arvore. O segundo, covardemente no momento em
que seu mestre mais “precisava” de companhia, ele o negou por três vezes, traiu
e praguejou diante da insistência da empregada em dizer: Você é um deles. Só
que ocorreu neste caso, mais um milagre no relacionamento do Mestre com seu discípulo
Foi num raro momento que seus olhares se cruzaram, não houve nenhuma palavra,
nenhum gesto, nenhum sinal, ”Somente um
olhar”. Então, aquele discípulo
medroso, covarde, que traíra o seu Senhor negando-o por ter medo de uma simples
empregada, pode ver no olhar de Jesus;(Pedro Eu te amo). Pedro caiu em si, profundamente
arrependido sai e vai chorar amargamente.
Dois homens
que traíram o seu mestre, tiveram na
adversidade posturas diferentes. O primeiro; (Judas) quando o ato foi consumado,
sentiu tão somente um insuportável Remorso, e foi suicidar-se.
O segundo
(Pedro) sentiu
um profundo arrependimento e, foi chorar amargamente seu pecado, e clamar por
perdão. Davi depois de ter cometido
também um terrível pecado de adultério com Bate-Seba ele foi repreendido pelo
profeta Natãn e se arrependeu profundamente e, mais tarde escreveu o Salmo 51.
Quando o
arrependimento verdadeiro ocorre, o coração é invadido por uma grande tristeza,
e isso leva o pecador a buscar reconciliação com Deus, confessando a sua culpa,
e o seu pecado. Davi no Salmo 51. 17 ele diz: “Sacrifícios agradáveis a Deus
são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não desprezaras ó
Deus”.
Quando o
pecado é consumado e nós temos consciência disso, somos invadidos por uma
grande tristeza, é o que Davi diz aqui no. Salmo 51. 12:
“Restitui-me
Senhor, trás de volta a alegria da tua salvação”. A primeira coisa que o homem
perde é a alegria do relacionamento, da comunhão com Deus, porque o pecado nos
afasta de Deus. O arrependimento e a confissão dos nossos pecados nos
reaproxima, trás de volta . A
restauração completa de Pedro ocorreu na praia da galileia com uma emocionante pergunta: Também por três
vezes: “Pedro Tu me amas? Então Pedro fitando o olhar de Jesus ele vê amor
gracioso, vê reconciliação, vê perdão, restauração e entristecido por Jesus
perguntar pela terceira vez, respondeu: Senhor, Tu sabes todas as cousas, Tu
sabes que eu te amo. Jesus então lhe disse:
“Apascenta as minhas ovelhas”. Se por acaso um pecado está te torturando a alma
e coração, volte-se para Deus e confesse-o, pois Ele é misericordioso para
perdoar a todo aquele que arrependido o buscar com sincera fé. Pense nisso! E que
Deus te abençoe, em nome de Jesus. Amém.
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