Disse Jesus: “Eu
repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te!
(Apocalipse 3. 19)
Arrepender-se significa dar meia
volta. É uma combinação de voltar-se do pecado e virar-se para Deus (ITessalonicenses. 1. 9) Antes do
arrependimento, você está de costas para Deus e caminhando por uma vida de
pecados. Contudo, ao arrepender-se que é a meia volta, você passa a ficar de
costas para o pecado, e caminhando em direção de Deus. Três condições são fundamentais para que o arrependimento seja genuíno
e provoque mudanças realmente de vida.
1) O elemento intelectual
2) O elemento emocional
3) O elemento volitivo.
O elemento intelectual,
consiste numa mudança de conceito, num relacionamento em que o pecado envolve
culpa pessoal; é o que Paulo chama de “conhecimento do pecado” (Romanos 3. 20). Só este elemento não
faz o arrependimento. Se o que você chama de arrependimento foi só algo
ocorrido na mente, então você tem temor do castigo, ao invés de ódio do pecado.
O elemento emocional;
envolve uma mudança de sentimento, uma tristeza pelo pecado contra Deus, que é
santo e justo. Quando acompanhado pelo elemento subseqüente, é tristeza segundo
Deus, mas se não for acompanhado por ele, será tristeza do mundo (2Corintios 7. 9- 10), que se manifesta
em remorso e desespero. (Mateus 27. 3;
Lucas 18.23)
O elemento volitivo;
contém uma mudança de propósito, acompanhado de ódio ao pecado; este elemento é
que realiza a mudança de 180 graus
no nosso caminhar. A junção dos três elementos é que faz um arrependimento ser
verdadeiro. Um grande exemplo de arrependimento é do personagem rebelde do
filho pródigo. Quando ele caiu em si (Lucas
15. 17), reconheceu que estava errado, sentiu grande tristeza pelo seu ato,
e mudou a sua atitude de dá-me (Lucas 15. 12) para faze-me (Lucas 15. 19).
É assim que o arrependimento produz mudanças, transformações, nascimento de
novo na vida do pecador.
Esse arrependimento deve ser
constante, e não somente no ato da nossa conversão, porque nossos erros e
desvios são freqüentes. Devemos nos arrepender do inicio ao fim de nossas
vidas, pois sempre existem áreas que precisam de mudanças. Assim como há o lema
“Igreja Reformada sempre reformando”. Assim também, para que haja mudanças,
reformas constantes é preciso haver também continuo arrependimento. Há contudo,
o perigo desta busca tornar-se mecânica. O
arrependimento tem que brotar do fundo do coração, assim como veio o pecado.
Entretanto, nosso coração endurecido nem sempre produz arrependimento genuíno.
Temos a tristeza de constatar, em muitas situações, que do nosso coração não
sai qualquer atitude que nos faça abandonar o pecado; sabemos que erramos, as
vezes até sofremos,choramos, mas não mudamos nosso proceder. Não devemos parar
no desespero, ou no remorso, mas devemos odiar nossos erros que tanto
desagradam a Deus; quer seja; por pensamentos, atitudes, omissão, além da
doutrina, do culto prestado, ou na vida secular. Só então conseguiremos a mudança,
a reforma na vida individual, e conseqüentemente na igreja.
O que nos conforta é saber que o
arrependimento é dom de Deus (Atos 11.
18; e Romanos 2. 4) Devemos estar pedindo a Deus que tenha misericórdia da
sua igreja principalmente nestes últimos tempos dando-nos forças, intrepidez
para combater as heresias doutrinárias que se proliferam em muitos ministérios
chamados "cristãos", que abusam da ignorância do povo, para lhes impingirem dogmas,
rituais, doutrinas voltadas para a gloria da carne, descartando a gloria de
Deus que é soberano sobre todas as coisas.
Rev. Amílcar Ouvídio Borba
Rev. Amílcar Ouvídio Borba
Que Deus abençoe a tua vida meu
amigo e irmão, em nome de Jesus.
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