Texto básico: Mateus 7.13-27.
Esta é, com certeza, a principal
diferença entre Religião e Cristianismo: sua conseqüência final. Uma tem como
resultado a morte. O outro trás vida. No contexto de aproximação de Deus existem dois
caminhos. O primeiro, largo e espaçoso, leva à perdição, para a morte eterna (Mateus 7.
13). O outro, caminho apertado, conduz para a “vida” (v.14) Pode até parecer contraditório, mas a busca equivocada de Deus pode levar à morte.
É isso que a religião faz. Aparentemente conduz à Deus, mas na verdade
aprofunda a vivência da morte. Devemos novamente entender essas palavras no
contexto da discussão com o judaísmo, mais particularmente com os fariseus.
Para Jesus são eles, com seu ensino e prática, que levam as pessoas à morte. Em
oposição, Jesus e seu ensino trazem vida àqueles que o seguem. Como se
caracteriza a morte gerada pela religião? Primeiramente pelos “frutos”. Por
mais que alguém diga que vive com Deus, se não apresentar frutos visíveis desse
relacionamento, em vida, obras e atitudes suas palavras serão enganosas (V.7.
16-18) E, se esse comportamento persistir, essa árvore infrutífera será lançada
ao fogo. (V.7. 19) Este é o símbolo do juízo e da condenação eterna.
Outra característica da
religiosidade que gera morte é a presença de um sutil “discurso religioso” que
não leva à prática da vontade de Deus, principalmente quando omitem a
verdadeira mensagem do evangelho pregada por Cristo Jesus, ou seja: O
necessário arrependimento, que trás mudança de vida em uma nova criatura, que renuncia a si mesmo e a conseqüente
glória do mundo, para viver pela fé na cruz de Cristo, e o imensurável preço pago
para nos salvar.
Na época da igreja primitiva, (e hoje também), muitos reconheciam
Jesus como Senhor, falavam bem dele, davam testemunho, mas “não faziam a
vontade de Deus”. Isto é, tinham palavras, mas não as colocavam em prática. Não
havia obediência a Deus. Por isso essas pessoas não entrarão no reino dos céus
(v.7. 21), isso é, não terão vida eterna; pelo contrario, sofrerão a morte
eterna, fruto da sua fria religiosidade. De modo ainda mais enfático, Jesus
afirma que nem as “práticas cristãs” eram suficientes (v.7. 22). Alguns tinham
não apenas palavras bonitas: ”Senhor,
Senhor...., mas também ações aparentemente bonitas: profetizavam, expeliam demônios
e faziam milagres como em muitos ministérios hoje. No dia do juízo final,
“naquele dia”, essas pessoas apresentarão tais atributos para requerer
salvação, mas isso, por incrível que pareça, os levará à condenação eterna.
Dirá Jesus;”Apartai-vos de mim”{...}. Tais pessoas não estarão com Jesus no
descanso eterno. Por que? Porque elas praticam iniquidades(v. 7. 23). Viviam em
pecado, e o pecado gera a morte. Quando não há vida transformada, e nem
santidade, o que quer que faça, não vem de Deus. Esses homens tinham atos
de poder vindos de outra fonte, e não de Deus. Por fim, a religião gera morte
quando ensina que deve-se apenas “ouvir” palavras de Deus, mas não
praticá-las(v. 7. 26). Hoje em dia, em meio a tantas expressões religiosas,
onde o que vale é ir numa igreja, ter uma religião”. Devemos buscar unicamente orientação
bíblica, a este respeito. Existe grande diferença entre Religião e
Cristianismo. Uma é um mero esforço humano. A outra é a expressão da revelação
de Deus que desceu do céu para trazer salvação aos homens perdidos. Por isso disse
Jesus:”Examinai as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são
elas mesmas que testificam de mim”(Mateus 5. 39) Que tipo de caminho estas
seguindo? Pense nisso!
"
Que Deus te
abençoe em nome de Jesus

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