O Natal é uma data
realmente emocionante para todo aquele que é salvo, porque a sobrenatural anunciação do Seu nascimento envolveu a terra
e céu. Os portais eternos da glória milagrosamente se abriram naquela noite, e o anjo
pregoeiro de Deus veio trazer a boa nova de salvação, dizendo:"Hoje vos
nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor"(Lucas 2.11)
E juntamente com o anjo veio também a milícia celestial dos anjos
cantando:"Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os
homens, a quem ele quer bem"(V. 14).
Entretanto, quando Jesus iniciou seu
ministério Ele disse:""Não
penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada".
Ou seja, foi uma revelação de uma declarada "guerra espiritual".(Mateus
10. 34).Como entender esta revelação?.
O único objetivo de Jesus era vir ao mundo para pagar no suplicio daquela cruz
o pecado que fazia separação entre o homem e Deus. Portanto, a sua pregação era espiritual, para um homem perdido e carnal que estava longe de Deus. Dai, a razão do Seu posicionamento:"Não
penseis que vim trazer paz, mais sim a espada". O apostolo Paulo
disse:"Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a
carne, porque são opostos entre si."(Gálatas 5. 17) Dai existir uma natural guerra entre
o Espírito, e a carne. O homem que abriga em seu coração
ativamente essas duas forças , ou seja; (A VONTADE DA CARNE, E A VONTADE
DO ESPÍRITO) é sem duvida um atormentado
e um grande infeliz.
Veja o forte ensinamento do Senhor Jesus(Mateus 10. 34-39) : "Não penseis que vim trazer paz à terra; não
vim trazer paz, mas espada. Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai;
entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Assim, os inimigos do homem
serão os da sua própria casa. Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não
é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno
de mim; e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. Quem acha
a sua vida perdê-la-á; quem, todavia perde a vida por minha causa esse achá-la-á. O que Jesus está dizendo aqui é, que tem que ocorrer nas nossas vidas uma renuncia total de tudo que nos prende a este mundo, sejam os
ternos laços familiares, e ou, amores desta vida, e até o nosso próprio EU. O Senhor Jesus falando da exigente e
necessária abnegação que temos que ter para tornarmos seus discípulos disse:"Assim, pois, todo aquele dentre vós não
renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo"(Lucas 14. 33).
Essa é uma duríssima mensagem, porém verdadeira, até antipática
e inaceitável aos olhos humanos, porém, graciosa e benfazeja para aqueles que
tem ouvidos espirituais revividos da morte pelo pecado original, e assim, podem entenderem
e alegremente assimilarem . O evangelho é uma
mensagem que o homem do mundo não pode entender, porque não é humana, mas
espiritual, e por ser assim, o homem natural não encontra racionalidade de
conceitos humanos para aceitá-lo. Não é um chamado para o mundo, mas para
aqueles que Deus escolheu antes mesmo de haver criado o próprio mundo (Efésios
1. 4). Só pode entender tal mensagem o
homem ressuscitado espiritualmente, pelo milagre da intervenção do Espírito
Santo na sua vida, e assim, pode com grande tranqüilidade e prazer indizível, renunciar o mundo e seus prazeres, a sua glória visível, palpável, por uma promessa de uma conquista
futura, de uma glória invisível, porém; experimentada,
sentida, real, imensurável, eterna com Cristo Jesus, que desfrutamos a começar desta
vida, cuja efetiva e gloriosa posse,
acontecerá no dia em que formos chamados deste mundo por Cristo Jesus, para irmos com
Ele morar.
Então, podemos entender
a mensagem angelical dos anjos naquela noite sobrenatural: "Glória a Deus
nas maiores altura e paz na terra entre os homens à quem Ele quer bem".
Foi pra mim, e pra você, foi pra nós que amamos e fazemos de Cristo Jesus a nossa alegria de
uma eterna conquista, verdadeira, insofismável e segura. Que assim, o Natal que está se aproximando, seja a razão da nossa maior alegria, do glorioso e eterno presente recebido.
JESUS CRISTO o nosso tão amado Salvador.
Enéas Cândido de Lara
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