Texto básico: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas
misericórdias de Deus, que apresenteis o
vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto
racional”.(Romanos 12. 1-2)
Quando
Paulo usa aqui as fortes palavras do seu apelo, para que nós vivamos uma vida
santa na presença de Deus, ele enfatiza que sem santificação nós não veremos a
Deus.
Deus exige dos seus filhos a não conformidade com o mundo, no texto de (Romanos 12.1-2) Paulo fala de uma ética transformadora, na qual os
valores morais não são criados pelo “eu”, mas já preestabelecidos por Deus. O
texto referido diz que a vida cristã não é uma reivindicação de direitos, mas
uma apresentação de nós mesmos em sacrifícios a Deus. A ideia principal nos
primeiros dois versos é uma explícita ordem:
“Apresenteis o vosso corpo.......a Deus”;
e aqui, “corpo” significa a pessoa
em sua inteireza, como individuo que vive em seu corpo físico (Romanos 6. 12-13).”Não reine, portanto, o pecado
em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais as suas paixões; nem ofereçais
cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas
oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a
Deus, como instrumentos de justiça”. A vida Cristã tem como
característica a consagração de todo nosso ser. Uma entrega por inteiro.
Vale a
pena ressaltar que para nos apresentarmos a Deus, é preciso que antes neguemos
a nós mesmos (Mt 16. 24) “Se
alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”. A aplicação para a ética é que não
devemos viver conforme achamos certo, ou conforme nossa preferência. Pelo
contrário, a conduta cristã é marcada pela auto anulação, ou seja;“a crucificação do eu”( Gálatas 2. 19- 20)” Estou
crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim;
e esse viver que agora tenho, na carne, vivo pela fé no Filho de Deus”. É
submissão à vontade divina. Isso é seguir a Cristo, imitar a sua atitude, e
Paulo nos concita a termos a mesma atitude, o mesmo sentimento que existiu em
Cristo na sua humilhação e despojamento, enquanto servo humilhado (Filipenses 2. 5-8). O apelo para uma
ética de auto-entrega conforme (Romanos
12.1-2), vem baseado nos misericordiosos atos redentivos de Deus. A expressão
que Paulo usa para iniciar;
“Rogo-vos, pois” mostra que Paulo vê a ordem de apresentar o corpo como
conseqüência das “Misericórdias de Deus”
que vemos mencionadas nos onze capítulos anteriores. Isso significa que vidas
obedientes a Deus não partem de nós mesmos, mas vêm como respostas, e por
intermédio da graça divina.
Esta vida piedosa que levamos é vista como um culto a Deus. Um sacrifício que tem as
seguintes características. Vejamos o descrever de Paulo:
“Sacrifício
VIVO”. Devemos
sacrificar a própria vida, o que há de mais precioso, a Deus. No Velho
Testamento, não era permitido oferecer em holocausto um animal morto, ou
doente, com defeito mas (perfeito, são e
vivo). Por isso, enquanto tivermos vida, seremos um sacrifício continuo a Deus, não de vez em quando, mas
todos os dias de nossas vidas.
“ Santo”.
Como a palavra “Santo” carrega
primeiramente a ideia de “separado”,
nossa vida tem de ser sacrifício consagrado somente a Deus. (Tiago 4.4)”Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus?
Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constituem-se inimigo de Deus”. A
palavra “Santo” também carrega o
aspecto de sacrifício puro, imaculado. Temos de entender que embora Deus tenha
nos tomado quando éramos sujos, Ele quer que diariamente sejamos limpos, pois
devemos ser instrumentos de sua santidade.
“Agradável
a Deus” Nossa vida tem de ser um
sacrifício que se encaixe nos propósitos de Deus para nós. Precisa ser uma vida como Ele quer e, não como nós
queremos. O (v. 2) mostra que
este estilo de vida como sacrifício a Deus tem dois lados opostos, mas que
andam juntos.“E não vos conformes com este século”-----Esta chamada de Paulo mostra
que uma vida sacrificada a Deus não pode voltar à escravidão do pecado da qual Deus
a tirou (Gálatas 5. 1). “Para
liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos
submetais, de novo, a jugo de escravidão”. Não podemos nos moldar aos
princípios do mundo que tornam suas atitudes “normais”. Nossa vida deve fazer
contraste com o estilo de vida do mundo, assim como luz faz contraste com as
trevas.
“Transformai-vos
pela renovação da vossa mente” A “mente” não se
refere aos raciocínios gerados pelo cérebro, mas ao nossos pensamentos, emoções
e desejos. Paulo está exortando-nos há uma transformação com base na renovação
do coração causada por Deus. E o mais maravilhoso desta proposta transformadora
que chamamos de vida cristã, é o seu propósito provar que a vontade de Deus para
a nossa vida é boa, santa, agradável e
perfeita.
Em vez
de vivermos pelos padrões de um mundo em desacordo com Deus, devemos receber de
bom grado a exortação, e deixarmos que a renovação das nossas mentes flua no
poder do Espírito Santo, transformando-nos em vidas novas e harmonizando-nos
com a vontade de Deus. (Romanos 6. 20)
O apóstolo Paulo nos diz: “Agora porém,
libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto
para santificação e, por fim, a vida eterna”
Que Deus grandemente abençoes a tua vida, meu
irmão e amigo, em nome de Jesus.
Enéas Cândido Lara
Enéas Cândido Lara

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