Certo homem tinha uma bela
família, filhos lindos, os seus negócios iam de (vento em popa) tudo correndo
as mil maravilhas, era só felicidades,
quando um dia uma forte dor no peito o fez ir ao hospital. Depois de uma
bateria de exames feitos saiu o resultado. O médico responsável o chamou para
uma conversa, e disse-lhe: O senhor tem uma séria obstrução coronária a qual já comprometeu seriamente o coração,
precisa urgentemente de uma intervenção cirúrgica, mas em submetendo a isso, terá 10% de chance de
sobreviver. Por outro lado, se não o fizer terá poucos dias de vida. Aquele
homem diante desta terrível noticia, agarrou-se ao médico suplicando-lhe que
fizesse de tudo para o salvar, pois não queria
morrer. E em choro incontrolável dizia da linda família que tinha, dos
seus filhos, dos seus familiares, dos seus negócios, da felicidade que é viver.
O ser humano diante da morte, pensa
que isso é a pior coisa que lhe possa acontecer, até mesmo aqueles que são
crentes e dominicalmente ouvem mensagem de conforto, de esperança, contudo, a
triste separação dos nossos familiares e da própria vida, é um momento de muito
sofrer. Para aceitarmos a morte é mais fácil quando vivemos realmente
conectados inteiramente com Deus,
vivendo na Sua total dependência, ai, muito embora, vivamos a expectativa da
nossa partida, nós passamos entender que a morte é um processo normal de necessária
transformação, que se traduz em gloriosa
promoção a cidadãos do Reino Celestial .
Veja o que disse o apostolo Paulo: "Porquanto, para mim, o viver é
Cristo, e o morrer é lucro"(Filipenses 1. 21) Nós somos espíritos que em
exílio temporário, somos revestidos desta carne, a qual é apegada aos amores
desta vida, e as coisas deste mundo. Por isso, é preciso ter a nossa fé
alicerçada na palavra de Deus, que nos revela a eternidade de nossas almas após
deixarmos esta existência humana. O Senhor Jesus disse: "Eles não são do mundo, como também eu não sou"(João 17.
16). Nós não somos daqui, disse Jesus. Um dia terminado o nosso exílio neste
mundo, voltaremos pra casa, pra nossa
eterna e definitiva morada, a
gloriosa Jerusalém Celestial que Jesus foi pra nós preparar (João 14. 2) A nossa partida pode deixar em nossos
queridos uma grande dor, tristeza, saudades, mas para nós que partimos que
grande emoção, que imensurável alegria, quando
num piscar de olhos depararmos com os portais eternos da glória se abrindo, então, ouvirmos as
melodias celestiais do cantar dos anjos, e contemplarmos pessoalmente a indescritível
presença do nosso amado salvador Jesus Cristo que com doce e mansa vós dizer:
Vinde Bendito de meu Pai, entra no gozo do teu Senhor.
Ó que gloriosa e bendita esperança, que pode confortar os nossos corações, na certeza
das suas infalíveis promessas (João 3.
16) Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para
que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Pense nisso !
Enéas Cândido de Lara

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