Ó inebriante vermelho
pecado!
Que em forma de fruto
mostraste,
O sonho do grande
mistério!
Que o irresistível
desejo incitaste.
O diabo astuto e a
espreita,
Conspirava traição!
Por ter sido por Deus condenado,
A eternal perdição.
Cheio de tanto rancor,
Impiedoso e
traiçoeiro...
Quis com Deus competir,
Vendo em Eva, o forte
desejo
Do fruto; o sabor sentir,
Aproximou- se ardiloso
embusteiro.
Disse: Coma Eva..! igual a
Deus tornarás !
Conhecendo o bem e o
mal,
Poder e independência terás,
E, experimentareis
liberdade afinal .
Eva outra vez o fruto a
olhar,
Que maldita fascinação
!
Desejo irrefletido e
incontido,
Que do mandamento
esquecido
Veio em desobediência
pecar.
Diante de tão grande desgraça
!
Que o diabo pensou
consumar,
Fazendo assim como ele;
O homem também pecar.
Só não avaliou do amor
a grandeza,
Antes dos tempos
eternos; o fato a luz
Que em onisciência
havia Deus projetado,
Em pagamento orçado
O Sangue remidor de
Jesus.
Quando em tão grande e
sofrível Brado!
No calvário ecoou...
Está tudo consumado!
Pelo preço deste Sangue
derramado,
Ao pecador sua dívida e
culpa, PAGOU!
Enéas Candido de Lara

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