Quarto a meia luz, só há silêncio!
Agonizante calmaria,
Expectação interrompida de um egresso,
Da intervenção difícil de uma
cirurgia.
De entre aberto olhar, o avistar
o nada
A refazer-se da anestesia,
A porta de repente é escancarada
Mas, eu não podia crer no que eu
via.
Escultural imagem
sorridente,
Doçura impar, há aproximar
Leveza foi o tato, acariciante
De sua mão ao ferimento me tocar.
Não sei, se o sorriso era mais
forte,
O estampar no rosto, os dentes
alvar
Ou a incógnita do profundo corte,
Que imobilizado a cama,
forçava-me ficar.
Só sei, que ao vislumbrar era tão
branca
De meiguice o doce olhar
Atenciosa, pronta e franca
Que sem me conhecer, pode me
amar.
Oh! Doce sofrimento que ensina,
Oh! Escola adversa sem igual
Que comove, humilha e doutrina,
Quando há risco a vida, numa cama
de hospital.
Obrigado criatura de amor
Dedicada pacienciosa, e com
presteza
És formada de carinho, e mais
amor
Nascida sobe o signo da grandeza.
Neste dia que me faz parar
Reminiscentes recordações de
outrora,
Confesso que homenagear-te
Neste dia, eu quero agora!
Falta-me palavras, é a vez
primeira
Dizer-te tudo que você merece
SENHOR! Salve e guarde as
enfermeiras (os)
Que com amor, nos constrange e
enternece!
Enéas
Cândido Lara
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