Que livro é este, que igual não se viu?
Pois tantos tem sido os seus inimigos,
Ferozes alguns, truculentos, raivosos
Nos dias que correm, nos tempos antigos
Mas nunca puderam, por mais que tentassem,Lograr destruí-lo e sua voz silenciar.
Embora queimado, escondido, proscrito,
Em alto e bom som ei-lo ainda falar.
Que livro é este, que igual jamais houve?
Veraz, inerrante, sem falta qualquer!
Expõe-se, sem medo, ao exame exigente
Do arguto erudito que o exame fizer,
Embora compêndio de ciência não seja,
Diz coisas de um muito e profundo saber
Que faz com que sábios de escol o respeitem
E mesmo o compulsem com vero prazer.
Que livro é este, que igual não existiu?
Mavioso coral de uníssono raro,
Pois sendo, assim, muito os seus redatores
A sua unidade não se fez reparo;
Apontam, concorde, no mesmo sentido,
Não há divergência, nem disparidade
O Deus é um só, e um só salvador,
E uma só fé e só uma verdade.
Que livro é este que igual não se leu?
Que molda, burila o mais vil coração;
Que vidas opacas, frustradas, vazias
Opera o milagre da transformação!
Os seres carentes, incréus, infelizes
Que entram num novo e mavioso viver
Comprovam de forma inconteste, segura,
Que a Bíblia possui indizível poder.
Mais qual o motivo qual a razão,
Porque este livro é assim diferente,
É lido e amado com todas as veras
Por sábios, indoutos, e por tanta gente?
É que este livro, a Bíblia Sagrada,
De rara beleza no ensino seus
Embora escrita por homens falíveis,
É rico produto da MENTE DE DEUS.
Pr. Sebastião Guimarães
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